Dilúvio

esquecido o dia no coração da juventude,
sonhos de máquinas desmembradoras perseguem os santos

dilúvio-dilúvio-dilúvio!

a cansada terra expurga-nos,
escuta os profetas da televisão
o apocalipse abraça-nos antes do passo final em direcção ao precipício
todos os momentos são agora ultimatos
caminha entre nós o arauto do fim dos dias
virgens sangram sem razão enquanto os inocentes ferem o flanco do messias com ódio
ao ar pesado sucumbem os derrotados
nações/contra/nações
onde está agora a resistência e qual o preço da salvação?

momentos houve em que desconhecíamos o fim de todas as coisas
esqueceu-se já o valor
deixem os anjos ceifar os campos de batalha em busca da pureza
que os oceanos se revoltem e as terras se reconfigurem

cresce o silvo da serpente:
sssssssssssssssssssssssssssssssssssss
ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
sob a cascata do tempo

a multidão amedrontada disto e daquilo e da morte
destrói saqueia e invade
o que posso fazer para que te juntes a mim?
dançam morbidamente os feiticeiros entre os pálidos cadáveres
sob a crueza nua e dura da lua
os homens perdem-se em insignificâncias
……o ócio que os arrastooooooooooooou

dilúvio-dilúvio-dilúvio!

mulheres entregam-se violentamente em desespero
saúdem o armagedão!
que nos acolhe diariamente
acomoda-te junto aos teus qual cria no peito materno

acredita
o reino do sono aguarda-nos

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