o frágil conforto dos teus braços

a cidade envelheceu e perdeu o mistério
continuamente pisada pela multidão no jogo da caça
raparigas páram para ser cobiçadas exibindo a carne como troféus
massas deliram pela conquista na sua solidão ensandecida
no desespero da distinção pela posse

um ponto de viragem na uniformidade:
homens atrasam-se esperando no calvário da lama pelo milagre prometido pela história
enquanto gerações tornam-se o combustível da linha de produção

algum tempo furtado à maquinal-imperatriz infecta a pouca magia que se consegue
vencedores desistem e desistentes vencem sacrificando a fome ao submundo
ainda são os novos deuses quem controla imperiosamente o pulsar do espírito
hávera um dia maldade e luxúria correndo desabrigadas nas veias dos súbditos
arderão então bandeiras e ídolos

por agora encontramos frágil conforto nos braços um do outro
e no despertar matinal o corpo inerte lembra o desafio de cada minuto
continuamente adiado
a verdadeira batalha começou e nada podemos transportar para o seu coração
do terror que o verdadeiro escravo conhece da liberdade nasce o demónio que aprendeu a amar

rezemos agora pela tragédia que despoja a beleza artificial onde repousamos em obediência há demasiadas vidas

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