quimera prateada

todas as vezes em que o tempo esteve em nosso poder sem sabermos como o possuir

a madrugada que durou para sempre prendeu-nos no abraço de estranhos cujas palavras ainda não compreendemos
doce oscilar das doentias luzes nas ruas abandonadas
e foi no último raiar do sol que percebeste que tudo mudaria
promessas jamais cumpridas
foste tu o alvo de adoração dos homens que cobiçam o intangível
de tantas vezes não sentir o corpo confunde-se o sorriso na dor
enquanto o país se afunda, afunda-mo-nos com ele
de roupas andrajosas que cobrem a nossa vergonha
embaraçados nos jogos de consumo da tortuosa e infindável busca de satisfação
quantas mais idolatrias antes da felicidade?

lentamente separamo-nos da inocência para o voluntariado na guerra de irmãos incentivados pelo falso messias temido como o deus colérico de outrora
é esta a herança dos desafortunados?

no dia em que conhecermos a justiça
degolar-se-ão os comandantes desta cruzada fatalista
a revolta é A NATUREZA DO HOMEM
ou esta é a quimera dos loucos solitários encarcerados nas infrutíferas horas de sono

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