apressem-se, é agora ou nunca

estranhos abraços no desconhecido
o torpor erradica-se no momento da surpresa
multidões clamando por sangue ocupam as ruas
que ardem como corações esgotados

fogo que cintila na noite urbana sob a lua cheia
os amantes entregam-se nos carros brilhantes
as paredes que gritam por revoluções
e as hostes embrigadas que se procuram
e pocuram o conforto
há homens abandonados
há mulheres gastas
morreremos na cidade que nos quebrou?

aqui somos o mesmo animal
viscoso deambulando pela sujidade dos becos
em busca de presas-criaturas-vítimas
que se tornaram disformes e solitárias
segurança no rebanho & obediência na segurança
o momento de liberdade esvai-se fugaz
deixando a antecipação e o desejo da morte

quero ser reconhecido
quero ser tocado
quero as guerilhas sem causa
as armas artesanais
os motivos desesperados
eu.labiríntica humanidade

temam o novo dia
desesperançado
mais escravizante que o anterior
a esperança que dilacera as almas torturadas
– DECAPITEM OS OBESOS IMPERADORES DA LUXÚRIA E DO ÓCIO!
os homens querem mais
as mulheres querem mais
a raiva oferece-nos tudo

o fim do dia rompe a quietude do horizonte
e por instantes tudo parece inalterado
uma criança nasce um velho morre
a pulsação do planeta acelera a decadência celular dos ambiciosos:
– apressem-se, é agora ou nunca

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