do erro e do caos

as estações atravessam-nos rompendo a pele até às entranhas amanhã beijar-nos-emos na fronteira do dia selvagens belos e jovens pela última vez

do erro nascemos e o caos abraça-nos

quando chegas com a pele iluminada que transporta o mistério da existência os sons tornam-se surdos a fome desvanece o desejo evapora como só os oceanos conseguem
gritas pelas estrelas quando clamo pela noite ambos com o sangue a ferver no choque de corpos já conhecidos haverá um fim para isto como há um fim para tudo? arrastados sujos e vencidos novamente até à descida dos anjos oferecendo a redenção e toda a desolação do mundo exposta nas ruas como mares de plasma que mantêm as aves no chão ou impedem que o planeta prossiga a sua marcha para a destruição e

de súbito

só restam estas palavras gastas apagadas moribundas como as folhas de outono frias como vento de inverno ocas como a nação de sobreviventes forjada nas chamas dos objectos, incessante atracção pelo fogo interminável o metal que envolve a terra até nos distanciar irremediávelmente uns dos outros perseverança como monumentos sorridentes à solidão desunidos nas acções pequenas e presos nos grandes ideais, escassa inspiração geradora da última guerra

o campo revelar-se-á então como é – surgindo afortunadamente um último segundo de alva temeridade

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