novembro

ninguém sabe mas temos uma guerra a travar
AGORA
que já nada há a perder
AGORA
que já tudo foi perdido
AGORA
que as vozes enrouqueceram em vão e os corpos foram sangrados até ao infinito

cubram-se os líderes e descubra-se o sangue nas palavras que nos revelarão a praia sob a calçada tragam a morte aos velhos que nos assombram há tempo demais
existe traição na ausência tanto quanto existe traição na presença mas irmãos tombam nos braços de estranhos quando mastins são libertados vidro contra aço aço contra carne abusada e a humanidade perdida no tempo perde-se na noite onde o fogo arde mas pulsa mais forte nas veias da revolta
não há saída? pois que se fabrique uma
temam-nos, a honra caminha a nosso lado
temam-nos pois a eternidade é nossa e com ela chegará a vitória e no seu abraço o novo mundo que nasce do esforço das nossas irmãs
são os números quem vence as armas quando abandonam a neblina do conforto pela dor fria da liberdade

ninguém sabe mas há uma guerra a travar
AGORA
quando já tudo foi perdido
oferecemos o corpo às balas, as balas aos símbolos, os símbolos ao vento, e o vento à fecundação do sonho que nos devolverá o controlo das ruas
é chegada a hora de testemunhar o novo dia

das cinzas às cinzas, do pó ao pó

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