desafio

imagens que surgem como fantasmas
ou como aragem
e nada carregam
a não ser o frio da porta entreaberta
para outro mundo quando
ainda não compreendemos este

“abandona-me” e eu não hesito
já o fiz há tanto
não te deixes seduzir por sorrisos
quando és o centro da praça
a glória chegará depois
primeiro temos a longa cavalgada pelo território desconhecido

“ensina-me só mais uma vez,
sabemos ser grandes”
mas deliramos na pequenez
todos partiram
e a cidade torna-se nova
pronta para a descoberta
estradas que revelam o comprimento
paredes que revelam o tamanho
e os ruídos subsistem isolados
só é pena que as manhãs terminem.
ainda que este lugar não nos deixe
até se tornar inóspito
já ninguém existe para nos receber
todos se desviam contorces-te e transformas-te
contas as respirções
para antecipar a última
breve
porque o verão é celebração
a barba cresce mais
e rumo por campos baldios
e serras que acolhem na profundidade
coisas desconhecidas


à espera do momento da explosão

“quando vamos?”
quando não sabemos, mas iremos
existem coisas mais simples
aqui tão perto
conceberemos um instante de pura poesia
sem sentido
não sentimos tudo
e tudo o que sentimos
é nada
excepto no inesperado

“provoca-me”
e eu provoco

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