Círculos

Cavalgamos numa
serpente feita de luz
que se devora,
o galope cresce
num transe
a cabeça pende para trás
numa dança assente num
sexy gingar de ancas

cavalgamos numa
serpente de luz e trevas
que se devora e
residimos no interior
de um círculo
impuro e permanente
carne e dor
perda e revolta
demanda e procura
do equilíbrio que
expulsa

Cavalgamos
como num carrossel
girando descontroladamente
rodando cosmicamente
a serpente que
se alimenta de si mesma
yin/yang//yin/yang
todas as dualidades
no limbo da destruição e da criação
morte que irrompe da permanência
o mero fragmento de
um eterno ciclo de vida
o molar na boca da existência
a luminosa serpente
que envolve a terra num abraço
andrógino e hermafrodita
excreta a amálgama de
início e fim – totalidade
cavalgamos a serpente-dragão
que morde a cauda
re-existindo num sonho
de movimentos que
nos em-compassam e
onde vislumbramos
por mero acidente
por inocência

cavalgamos
residindo arredados
da perfeição réptil
imperfeição dos antagonismos
antes e para além da cronologia
independente e autónoma do espaço
na supremacia desnecessidade

retorno

circundamos no dorso
o anel de fogo

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