Alquimia

Ruído:
o nosso legado

fomos em busca de novos mundos
fartos deste, tão gasto onde
todas as aventuras cabem na
improbabilidade de uma equação,
aspirámos ao mistério
escondido no ventre terrestre
seguimos a estrada
até ao horizonte e
o sol deixou a lua no seu lugar,
soprava pela madrugada
o quente bafo do deserto
a promessa da eternidade
a possibilidade que
transcende a compreensão
tomámos o nosso lugar no banquete
(um de muitos)
ode á vida
escrita a álcool e narcóticos
e palavras de amor dos que
regam as convenções que
os muros da linguagem e
da propriedade absorvem
com gasolina,
bebendo uns dos outros
entregando-nos à multidão
sem aprender ou ensinar:

EX-PLO-DINDO

uns dentro de todos os outros
querendo-nos tanto
não há terra que nos detenha
a cada gole
a cada sorver
crescemos para o céu
agigantando-nos sobre a matéria
que aguarda o descalabro
mestres próprios
com revoluções nas pontas dos dedos
procurando o toque dos que faltam
e tantas são as ausências, mas
não retornaremos às
gaiolas douradas
que nos aguardam
não retornaremos
jamais

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