O tempo urge

A beleza não me a dita o mundo
tudo o é
desde a sombra mais densa
ao negro mais suave
o sangue no asfalto
das máquinas mutiladas
as pessoas desesperadas
apaixonadas e desesperadas
copulam nas ruínas
depressa mais depressa cada vez mais depressa
num ritmo alucinante
pela espiral da loucura
abdicam da razão
perdidos no açucarado
correr azul da noite
aquela risca branca da estrada
de sangue manchada
a chapa amolgada
deus, que foda desesperada
o hipnótico embalar
do comboio nas longas viagens
que parecem durar sempre
pelos longos meses de verão

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