Viagens

Entrelaças os dedos
nos meus dedos
dissipam-se os medos,
sóbrio há tempo demais
mas as noites nunca são iguais

o tempo escorre dos teus lábios
para os meus
vivo a vida como um deus
jovem, belo, veloz
o fumo enrouquece a voz
mas elucida as palavras
música que toca incessantemente
pessoas que não são gente
a estrada passa mas não viajamos
beijos que não beijamos
lugares onde não paramos

viajar

viajar

viajar

a tua inocência estampada no teu rosto
antigo desgosto
rei morto rei posto

viajo

viajas

viajamos

sem fim

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