A caça

Num requebrado
ritmo sem caminho,
felino das esquinas
lobo e cobra dos mundos
sem correntes sem jaulas
a liberdade é cruel e
também experimenta
o silêncio, apesar
dos incessantes
burburinhos e luzes
nunca com espaço
sem nada seu ou céu
persegue mas não segue
duvida da própria existência
onírica e dolorosa

mas sempre de uma
bruma para além de previsão
cheia de tempo dos tempos
acelerado ou estagnado
as viagens pelos reinos
mais brilhantes e afortunados
fomentam o ódio pelo
fosso entre qualidades
plásticas desumanas

vomitar sangue de
feridas escancaradas
sem ambicionar a
cicatrização, dar as
costas aos inimigos e
deixar para trás
caçadores com quem
não importa competir, mas
a honra manda
minar a ponte que
conduz ao território
da caça

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