Fim

Uma selva de linhas
copula com sons,
gente que se perde
em autoritárias
cores e formas
aspiram o céu
sem amar a terra
vasculhamos cinzento
e vendemos almas
pela prioridade
de prestar homenagem
a vidas petrificadas

escravizados
bustos de carneiro
em corpos de formiga
escravizados
por olhos junkies
de virtualidades
alienados
dos sentidos
alienados
sem sentido
alienados
em sentido
cansados
na linha de montagem
descansados
na desmontagem

com infindável sede
do circo romano
com infindável sede
de prestar vassalagem
a um Nero pós-moderno
fragmentado em
mil ocas ideologias
de tão belas palavras,
corridas desenfreadas
para o futuro:

f.i.m.

lugar nenhum
sem desejo

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