Tu és a besta

A estrada termina
com esta última e
embriagada dança,
numa casa decrépita
de exterior colorido
e interior de plástico
moldado por sorrisos
penduramos uma forca
para as crianças brincarem
em estátuas de carne anã e
despirem a puerilidade,
tornar-se-ão vadias e
resgatadas da inconsciência do
tempo.

tu és a besta que
queima tudo no caminho
tu és a besta que
trilha de chamas
a floresta
tu és a besta que
passa e reclama
todos para a lama
que nos pariu
tu és a besta
desistimos sem rasto
substituíveis peças
de uma insensível e
imparável maquinaria,
cuspidos por um
sistema celestial
para o vazio que
sempre existiu,
apenas dissimulado
pelo manto da ilusão que
nos cobre os olhos.
des-controle
des-fim

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