Uma engrenagem

a mecânica versão de mim
num céu metalizado
compôs uma ópera muda:
sinfonia da repetição
nasce do nada
morre no caos
tão belo som
jamais
feriu os ouvidos
de princesa alguma
desconhecida
e de olhar-longe
como o teu.

faço a planta do
teu corpo
na minha cabeça
e mil
viaturas percorrem
com um tranquilizante
ruído de motor
a tua estrada feita de
carne,
faço um plano de como
colidir
com o interior do teu acolhimento
quero abrir a minha boca e
comer-degustar-devorar
o teu espírito
foder
inconscientemente.
o eu-mecânico
máquina-canibal
devora cada fôlego
e as suas
tripas maquinais
invadem o teu país
pelos meus olhos

Q-U-E-R-O criar-te D-O-R
surda
só ouvir o teu bafo
romper o silêncio
RRRRRRRRRRRRRRRRR
omper
até uma pilha
de metal-amor,
e não sobrar mais que
peças soltas
amontoadas
órfãs de mãe,
então
VENHO-me numa
homicida
imparável
sucessão
de slides.

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